Tomar sol é fundamental para o corpo obter vitamina D

Ao contrário do que muitos pensam, com medo do câncer de pele, o sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo. Por meio dos raios do tipo ultravioleta B, nosso organismo obtém a vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos.

Pegar sol no mínimo três vezes por semana, em média durante 15 a 20 minutos, sempre antes das 10 horas da manhã. O ideal, segundo ele, é usar camiseta e bermuda e expor braços, pernas, pescoço e rosto sem filtro solar nesse curto período, pois fatores de proteção acima de 8 já impedem a produção do nutriente pela pele. Indivíduos muitos brancos devem tomar sol mais cedo e por cerca de 5 minutos, e os de pele escura podem ficar ao sol por um tempo pouco maior.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Dermatologia defendeu que pessoas com pele muito clara, que têm maior risco de câncer de pele, sempre usem protetor solar e, apenas três vezes por semana, tomem sol – só nos braços. Segundo a entidade, essa exposição já é suficiente para um aporte adequado de vitamina D.

O sol entra pela pele e segue até os rins e o fígado, onde ocorre a transformação da vitamina D. Como é um osso sadio e outro tomado por osteoporose – doença que enfraquece os ossos por formação inadequada ou desgaste, e pode causar fraturas principalmente na coluna, bacia, nos punhos e nas costelas.

Além de fixar o cálcio nos ossos e, com isso, evitar a osteoporose, a vitamina D mantém o equilíbrio, evita quedas e dá mais vigor aos músculos. A falta dessa substância no organismo, pode ser identificada em testes laboratoriais, pela análise do cálcio na urina (se houver pouco, é um sinal de alerta) ou por exames de sangue. Não costumam se manifestar sintomas em adultos, exceto por uma eventual dor, cansaço ou falta de equilíbrio. Já as crianças com deficiência de vitamina D podem desenvolver raquitismo, doença que inclui fraqueza e perda óssea.

Para a boa saúde dos ossos, é preciso sol, cálcio e também exercícios físicos. Nas ruas, a repórter Marina Araújo perguntou a várias pessoas se elas tomam sol e se sabem se têm ou não deficit de vitamina 75% dos paulistanos apresentaram níveis do nutriente abaixo do normal. No verão, a porcentagem cai para 45%, o que ainda é muito elevado para um país tropical onde esse índice deveria ficar em torno de 5%.
Cálculo de proteção solar

Para calcular qual deve ser o cuidado para cada tipo de pele, a indústria leva em conta o tempo que uma pessoa branca demora a ficar vermelha. Por exemplo, se alguém exposto ao sol começar a se queimar em 3 minutos, deve-se multiplicar esse tempo por 15, e o resultado é o período em que a pele estará protegida, ou seja, 45 minutos. Depois disso, o indivíduo deve reaplicar o protetor.
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Por G1, em São Paulo

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